Mitos e Verdades sobre o Câncer de Mama

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MITOS OU VERDS
A Revista Atual bateu um papo superinteressante com o Dr. Guilherme Dantas Roriz, médico mastologista do Hospital de Santa Luzia, em Luziânia, do Hospital Regional de Sobradinho e da Secretaria de Saúde do DF, que esclareceu os MITOS e VERDADES sobre o que pode provocar o câncer de mama.

Anticoncepcionais  – MITO – Não existe nenhuma relação do uso de anticoncepcional e o câncer de mama em estudos atuais. O que já e provado, é que a reposição hormonal na pós-menopausa, isto é, estender o tempo da exposição ao hormônio feminino, pode contribuir. Mas durante a fase menstrual da mulher, o uso de ântico não aumenta o risco para o câncer de mama.
 Uso de desodorantes  – MITO – O uso de desodorantes hoje comercializados em farmácias não têm potencial de causar modificação no DNA, por isso não há nenhuma relação com o câncer de mama.

Silicone – MITO – Sempre houve o medo que a prótese de silicone atrasasse o diagnóstico de câncer de mama. Hoje com o avanço dos exames de rastreio como mamografia, ultrassom e até a ressonância esse medo foi afastado. Mesmo mulheres com prótese fazem o exame normalmente e podem detectar precocemente assim como as mulheres que não tem prótese mamaria

Não há nada que prove que a prótese cause câncer.

Gravidez – MITO – A amamentação é fundamental para happy wheels a proteção contra o câncer de mama. Ela não garante que a paciente não vai ter câncer, mas mulheres que amamentaram, pela maturação (amadurecimento das mamas que acontecem durante essa fase) têm menos chance de contrair câncer de mama. Então se trata de um fator protetor.

Tabagismo e álcool – VERDADE – Já é provado a ligação do tabagismo com câncer de vias aéreas, como boca, língua, traqueia e pulmão e do etilismo com o câncer de estômago e fígado, mas como substancias nocivas,  elas podem sim contribuir para um pequeno aumento do risco de câncer de mama.

Genética – VERDADE – É importante esclarecer que apenas 20% dos casos de câncer de mama estão relacionados com algum histórico familiar. Ou seja, a cada 10 pacientes com câncer de mama, 8 não tem ninguém na família com a doença, o que chamamos de forma esporádica, por isso é muito importante o rastreio de todas as pacientes. Destes 20%, há grande relação com algumas mutações e o risco é aumentado naquelas famílias que têm pacientes de 1º grau com câncer de mama e ovário, principalmente. Ou então, pacientes masculinos na família com câncer de mama. Estes pacientes merecem o acompanhamento precoce, a partir do diagnóstico do parente próximo. A detecção de mutações ainda é um caminho longo a se percorrer, mas já tem ajudado bastante a prever um maior risco e tomarmos uma conduta antes do câncer acontecer.

 

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