A
alergia ao leite de
vaca
X intolerância à lactose
A alergia ao leite de vaca e a intolerância à
lactose são duas condições clínicas
diferentes, que não devem ser confundidas pelos pais
A alergia ao leite de vaca é decorrente de uma resposta
imunológica da mucosa intestinal às proteínas
do leite de vaca, como a alfalactoalbumina betalactoglobulina,
e caseína, que são reconhecidas como substâncias
estranhas ao organismo (alérgenos), desencadeando a
produção de anticorpos. È caracterizada
por sintomas gastrointestinais, respiratórios e dermatológicos.
São eles: vômitos, diarréia, sangramento
intestinal, constipação intestinal, cólicas,
irritabilidade, anemia, dificuldade de ganho de peso, bronquite,
otite, urticária, manchas vermelhas no corpo (exantema),
Para o diagnóstico, podem ser utilizados alguns testes
laboratoriais, como a pesquisa no sangue ou através
de testes cutâneos dos anticorpos para as proteínas
citadas, no entanto, eles podem ser negativos. Em crianças
abaixo de 4 anos fica difícil de usar testes alérgicos,
pois o sistema imunológico, não está
totalmente formado.
Na verdade, a forma mais comum de fazer o diagnóstico
é o teste terapêutico, através da utilização
de fórmulas lácteas consideradas hipoalergênicas.
As crianças amamentadas exclusivamente no seio materno
recebem quantidades de proteína do leite de vaca e
derivados que a mãe consome, e que podem sensibilizar
o bebê nos primeiros meses, produzindo um quadro de
colite alérgica, caracterizada pela presença
de sangramento intestinal.
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Em alguns casos de alergia à proteína do leite
de vaca, a soja pode ser indicada, apesar da Sociedade de
Gastroenterologia Pediatrica Européia e Americana contraindica
tal transição, orientando que a prova diagnóstica
e terapêutica deveria ser dada com a utilização
de hidrolizados protéicos ou fórmulas de aminoácidos,
realidade ainda longe dos países em desenvolvimento
por seu alto custo.
O LEITE DE CABRA não é uma opção
terapêutica para alérgia ao leite de vaca, alto
índice de reação cruzada.
O tratamento da APLV é a exclusão do leite de
vaca e derivados. Esta condição clínica
é reversível podendo a criança, após
um tempo que varia de poucos meses a 1 ou 2 anos, na maioria
das vezes, voltar a receber leite de vaca e derivados, sem
qualquer reação.
A intolerância à lactose caracteriza-se por um
por uma deficiência de uma enzima chamada lactase produzida
na mucosa intestinal, responsável pela digestão
da lactose, que é um açúcar presente
no leite de vaca e seus derivados. Intolerância ao açúcar
é diferente de intolerância à proteína.
A lactose não digerida tem um poder osmótico
e é fermentada pelas bactérias habitantes do
intestino grosso, levando a diarréia fermentativa,
cólica, desconforto e distensão abdominal. A
intolerância à lactose primária ou congênita,
onde ocorre ausência total ou parcial da produção
de lactase. A mais comum é a produção
parcial, onde a criança ou o adulto é capaz
de tolerar menores quantidades dos produtos que contém
leite de vaca e derivados. Estas formas são permanentes.
O tratamento é realizado através da utilização
de fórmulas lácteas à base de leite de
vaca que não contenham lactose, ou através de
fórmulas de soja.
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