[Nossa Capa Bahia]
Oscar Monteiro da Mota 100 anos marcados na história


Filho de Francisco Monteiro de Gois e Etelvina Monteiro da Mota, Oscar Monteiro da Mota nasceu em Itabuna/BA no dia 22 de agosto de 1910; irmão de Astéria, Onófria e Odete, esse homem lúcido, inteligente e saudável estampa nossa capa orgulhoso dos seus 100 anos de vida.
Casado com Antônia Duarte com quem teve seis filhos: Fábio, Dalva, Alfredo, Alberto, Nivaldo e Olávio, no dia 15 de agosto de 2010 este casal completou as bodas de 61 anos de união .
Os netos: Alex, Fabrício, Fabrina, Jocélia, Delane, Cristiane, Crisley, Cleriston, Lucas, Rafael, Gisele, Saulo, Ana Luiza, BilyPaul, Olavia, João Paulo e os nove bisnetos completam essa família feliz.
O patriarca nos recebeu com simplicidade e bom humor em sua sede na bahia. Com extraordinária memória, o Sr. Oscar recria diálogos e fala do seu “cantinho” – Itupeva/BA –, dos filhos, da esposa e da vida. Uma prazerosa conversa, com pequenas interrupções pelo toque do telefone onde atento, o anfitrião chamava os filhos para atender. A gentileza dos filhos que junto aos anfitriões nos receberam naquela pacata cidade do interior baiano, ainda tivemos a honra de degustar um delicioso café da manhã à mesa com o Sr. Oscar e Dona Antônia durante nossa entrevista.
A história do Sr. Oscar se inicia na cidade de Serrada-BA (primeira capitania de Ilhéus) onde morou até seus 06 anos de idade.
A renda de seus pais na época provinha de duas roças de cacau, porém em uma transação comercial o Sr. Francisco penhorou suas roças por mil conto de réis, tendo que entregar sua fazenda em troca da dívida; ao mesmo tempo a outra terra que seria passada para os filhos foi tomada pelos coronéis.
Preocupado com o sustento da família, o Sr. Francisco mudou-se com seus filhos e esposa para Pontal de Ilhéus-BA, onde colocou seus filhos na escola, mas como as condições não eram fáceis, deixaram os estudos. Logo mudaram-se para a cidade de Olivença-BA, onde o pai do Sr. Oscar abriu um mercado de piassava, por considerar o mercado fraco retornaram à região de Itabuna/BA, onde foram morar em Aguá Preta do Mucambo, hoje denominada Uruçuca, na propriedade do Sr. Paulino Couto.
Nesse tempo, aos 12 anos de idade foi trabalhar junto ao seu pai em fazenda de cacau, para sustento da família, aprendeu a caçar com os índios e conseguiam sobreviver com caça e trabalho mútuo de todos.
Em seguida dedicou-se a pescar em alto mar, e tudo que fez, fez com muita dedicação, chegando a ficar até 20 dias em alto mar, levando-se em consideração que o Sr. Oscar também foi fogueteiro ou seja, fazia fogos para revender no São João.
Retornando novamente para a cidade de Itabuna/BA, começou a comprar porcos pra vender, ia até Guanambi, São João do Alípio -região de caatinga- para comprar os porcos, e trazia a vara a pé até Itabuna.
Em 1930, já aos 20 anos, o sr. Oscar começou a trabalhar com tropa de animais do seu cunhado, em seguida foram trabalhar com terras de cacau, mais uma vez a história se repetia e suas terras foram invadidas,

mas um advogado conseguiu as terras de volta para o Sr. Oscar.
Persistente, voltou a comprar porcos com dinheiro emprestado do seu cunhado, e conseguiu prosperar com esse dinheiro, e continuou a investir em animais, indo trabalhar com tropas nas regiões de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.
Chegando em Joaema (nordeste de. Minas, bem na divisa dos vales do. Mucuri e Jequitinhonha), seguiu até a antiga cidade de Águas Belas, hoje Águas Formosas e tomando conhecimento da existência de Itupeva/BA seguiu para aquela região.
Em 1949 conheceu Antônia Duarte com quem se casou; interessado na criação de gados, investiu nesses animais e passou a comercializá-los em longas viagens Brasil a fora.
Resolveu comprar um caminhão, que o levou a falência, pois investiu no mesmo e logo o vendeu, recebeu parte do dinheiro e o comprador do caminhão morreu acidentado, ficando o Sr. Oscar individado mas não desistiu e continuou a trabalhar…
Empreendedor, o Sr. Oscar teve a idéia de comercializar sacas de feijão, e foi a partir daí que as coisas começaram a deslanchar, chegando a carregar três caminhões de feijão por entrega para os comerciantes de Nanuque/MG e região, conseguindo desta forma honrar seu nome indo em busca de seus credores para pagar suas dívidas, e assim passaram a trabalhar marido e esposa dia e noite. Sua esposa Sra. Antônia trabalhou com confecções, trazidas de São Paulo durante 28 anos, o que fez aumentar a renda e o patrimônio da família.
Após 4 anos da emancipação política de Medeiros Neto/BA em 1963, o Sr. Deolizano Rodrigues de Souza, (Dozinho), convidou o Sr. Oscar a candidatar-se a vereador, consequentemente iniciou sua carreira política, onde foi eleito por 5 mandatos, conquistando o carinho e o respeito do povo através de seu trabalho íntegro, dedicação e sua influência com os políticos baianos, sempre em prol das comunidades da região na qual reside.
Em 1981 lançou seu filho Nivaldo Duarte Monteiro como candidato, que exerceu seu cargo por 04 mandatos, dando continuidade ao trabalho do seu pai, que está presente e atuante no comércio até hoje.
Parabéns à toda família Duarte Monteiro da Mota, em especial, ao patriarca Oscar Monteiro da Mota pelos 100 anos de vida!


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